Resumo
O Nazismo (Nacional-Socialismo) foi a ideologia totalitária do regime de Adolf Hitler na Alemanha. Baseava-se em um ultranacionalismo racial extremo, a crença na superioridade da 'raça ariana', um antissemitismo virulento que culminou no Holocausto, e um forte expansionismo militar (Lebensraum).
Rejeitava a democracia, o liberalismo e o comunismo, promovendo o culto ao líder (Führerprinzip), a eugenia e um estado de partido único com controle absoluto sobre a sociedade. A economia era corporativista, subserviente aos objetivos de guerra do Estado.
Contexto Histórico
O Nacional-Socialismo (Nazismo) surgiu na Alemanha devastada pela derrota na Primeira Guerra Mundial, pela humilhante paz de Versalhes (1919) e pela Hyperflação de 1923 que destruiu a classe média. Adolf Hitler (1889–1945), cabo austríaco e artista fracassado, fundou o NSDAP e ascendeu ao poder em 1933 pela via legal em aliança com a elite conservadora que subestimou sua radicalidade. O Regime Nazista (1933–1945) sistematizou o antissemitismo em leis (Lei de Nuremberg, 1935), campos de concentração e, finalmente, a 'Solução Final' — o exterminio industrial de 6 milhões de judeus e 5-6 milhões de outras vítimas, no maior crime genocida da história. A derrota na Segunda Guerra Mundial em 1945 pôs fim ao regime, que deixou um total de 70-85 milhões de mortos.
Princípios Fundamentais
O Nazismo baseava-se em: ultranacionalismo racial (a 'raça ariana' como superior e destinada a dominar); antissemitismo como teoria conspirativa total; 'Führerprinzip' (princípio do líder absoluto, incontestavél, encarnando a vontade nacional); Lebensraum ('espaço vital', justificativa para a expansão territorial pela força); e um corporativismo econômico subordinado inteiramente aos objetivos de guerra e à raça. Rejeita a democracia como 'decadência', prega a eugen ia e vê a violência como força purificadora da nação. O Nazismo é reconhecido como um dos maiores crimes contra a humanidade da história e é crime em vários países.
Curiosidade
"A Conferência de Wannsee (20 de janeiro de 1942), que coordenou a logística do Holocausto entre 15 altos funcionários nazistas, durou menos de duas horas. Hannah Arendt, ao cobrir o julgamento de Adolf Eichmann em Jerusalém (1961), cunhou a expressão 'banalidade do mal': Eichmann era não um monstro excepcional, mas um burocrata comum que havia recusado pensar moralmente sobre o que fazia — alertando que o mal extremo pode ser perpetrado por pessoas absolutamente ord inárias."